Política Externa

Bolívia – Novos Parceiros Econômicos

Luísa da Silva Gomes

Anterior a Era Evo Morales, atual presidente do país desde o ano de 2005, o país tinha a sua política externa subordinada a relação do país com os Estados Unidos. O rompimento dessas amarras se deu com o atual presidente, o que permitiu que o país estabelecesse relações com o Irã e Palestina, assim como com países da América Latina dentre estes Cuba e Venezuela, que até então eram países aos quais a relação não era condicionada.

Embora o governo atual tente manter-se afastado dos Estados Unidos, o país continua acompanhando a política da Bolívia de perto, e uniu-se a oposição do governo de Evo Morales para realizar uma anti campanha a reeleição a presidência que ocorrerá em 2020.

Embora o relacionamento com alguns países tenha se firmado, por outro lado, a relação do país com um antigo parceiro, o Chile, vem enfraquecendo desde 2013, quando o governo boliviano apresentou ao CIJ (Corte Internacional de Justiça) um pedido para que atendesse a sua reivindicação sobre a reinstituição do acesso ao Mar do Pacífico, a qual a Bolivia perdeu no ano de 1879 após a Guerra do Pacífico. Embora a discussão seja histórica, foi reanimada por Evo Morales, o que abalou a relação entre os países.

Uma das medidas políticas mais importantes para a economia boliviana da ultima década foi o processo de nacionalização aplicado por Evo Morales. A nacionalização ocorre quando o Estado torna de sua propriedade uma empresa, serviço ou atividade que até então era privada, tal medida pode ser feita por diversos motivos, entre eles assegurar recursos ao Estado.

O principal produto da economia que fora nacionalizado foi o hidrocarboneto. O que teve reflexos nas reservas internacionais do país, que foi de 1.123,3 milhões de dólares no ano de 2004 para 3 milhões de dólares no ano de 2006.

Atualmente, o país com o qual a Bolívia mantém relações diplomáticas mais fortes é o Paraguai. Por outro lado o país também vem construindo uma relação amistosa com o Brasil. Um dos exemplos é a reunião que acontecerá no dia 11 de Maio com o Ministro de Transporte do Brasil para definir a participação do país na construção da ferrovia transoceanica, projeto que unirá o Mar do Atlântico e do Pacífico e beneficiará também o Peru, Paraguai e o Uruguai.

Para saber mais:

 

 

 

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