Relações Exteriores

Quem é o Secretário de Estado dos EUA e o que ele fez durante a semana?

Leonardo Delduque

Esta semana o nosso texto falará um pouco sobre o Secretário de Estado Rex Tillerson – chefe do corpo diplomático dos Estados Unidos. O republicano compõe oficialmente o gabinete da administração Trump há pouco mais de 3 meses, desde o dia 1º de fevereiro de 2017, e é o 69º Secretário de Estado norte-americano.

Secretário de Estado Rex Tillerson

Tillerson tem 65 anos e é engenheiro por formação. Antes de ser nomeado para está posição atuava como CEO em uma das maiores empresas no ramo petrolífero, a Exxon Mobil. Fazia parte, inclusive, do Instituto de Petróleo da América e do Conselho Nacional do Petróleo, importantes órgãos deliberativos sobre políticas para o setor.

Após de assumir o cargo realizou alguns pronunciamentos e encontros oficiais, no entanto, apenas na semana passada teve a oportunidade de explicar com mais detalhes como ele e a administração Trump acreditam que a política externa norte-americana deva ser perseguida. Ao falar para funcionários do próprio Departamento de Estado explicou sobre a política externa “America First”, em termos bem objetivos, ele acredita ser um modo para “fortalecer a segurança nacional e promover a prosperidade econômica para o povo americano”.

Durante sua fala detalhou sua percepção em relação aos processos que vêm ocorrendo no sistema internacional. Dentre esses processos abordou as relações EUA-Cone Sul, nos seguintes termos: “(…) temos muitas oportunidades e alguns desafios lá embaixo. O que queremos fazer é recuar e desenvolver uma estratégia do Hemisfério Ocidental que pense na América do Sul em sua totalidade e em sua relação com a América Central. Há questões de financiamento do terrorismo. Existem redes terroristas que estão começando a surgir em partes da América do Sul que têm nossa atenção”.

Completou nos dando um panorama sobre como abordarão a região: “portanto, meu ponto de vista é que queremos olhar para estas regiões quase na sua totalidade em primeiro lugar, porque tudo está interligado. Podemos tomar um país e desenvolver algo, mas se não temos a perspectiva regional, provavelmente não vamos ser tão eficazes”.

Por fim, vale destacar duas coisas sobre o pronunciamento: a primeira é que o Brasil não foi mencionado especificamente no discurso, levando-nos a questionar o que isto reflete sobre a posição do país em relção aos EUA. E a segunda é que creio que para todo internaciolista vale uma boa olhada neste discurso, pois mostra a forma como um dos maiores atores globais vem encarando o mundo e seus problemas.

Para saber mais:

 

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