Relações Exteriores

Quem é o Ministro das Relações Exteriores do Equador e o que ele fez durante a semana?

Francisco Gonçalves

O francês de 40 anos que se tornou chefe da diplomacia equatoriana ao ocupar em março de 2016 o cargo de ministro das relações exteriores, Guillaume Jean Sebastien Long, nascido em Paris, obteve seu Ph.D em Londres do “Institute for the Study of the Americas” (ISA), sendo um mestrado em ciência política e um bacharel em história na Escola De Estudos Orientais e Africanos.

Ministro Guillaume Long

Quando terminou seus estudos, Long se mudou para o Equador onde foi professor da Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales. Seu primeiro contato com a vida pública foi quando o presidente Rafael Correa o nomeou delegado para organizações de ensino superior. Integrou o conselho acadêmico de Instituto de Altos Estudos Nacionais (IAEN) e foi assessor para a Secretaria Nacional de Planejamento e Desenvolvimento entre os anos de 2009 e 2011.

Em agosto de 2011 foi nomeado presidente do “Consejo de Evaluación, Acreditación y Aseguramiento de la Calidad de la Educación Superior (Ceaaces)”; foi neste cargo que ele conseguiu impulsionar o processo de acreditação das instituições de ensino superior e ordenou o fechamento daquelas que não atendessem aos padrões de educação estabelecidos. Essa medida gerou protestos dos alunos e instituições.

Em 2013, quando ocupava o posto de ministro de Coordenação, para o Conhecimento e Talento Humano, Long promoveu a criação de universidades como A Universidade Nacional de Educação (UNAE), Universidade das Artes (Uniartes), Universidade de Tecnologia Experimental Research Yachay (Yachay) e Universidad Regional Amazónica Ikiam (Ikiam). O próximo passo de sua carreira pública foi assumir o Ministério da Cultura e do Patrimônio, onde trabalhou para a aprovação da Lei Orgânica da Cultura.

E em março de 2016 passa a ser o sucessor de Ricardo Patiño como ministro de relações exteriores. Durante seu pouco mais de um ano à frente deste ministério, Long tomou medidas que demonstram sua proatividade em defender o modelo político e posicionamento do pais que o adotou, como quando rebateu fortemente as críticas de José Serra, quando o mesmo chefiando o MRE brasileiro afirmou que “particularmente, Bolívia e Equador poderiam aprender a fazer democracia, ao olhar para o que aconteceu no Brasil”.

A declaração irritou Long que rebateu em sua conta no Twitter “El cinismo y la sinvergüencería en su máxima expresión: el canciller de facto impartiendo cátedra de democracia! ”- “Cinismo e falta de vergonha em sua expressão máxima: foi o chanceler (brasileiro) de fato dando aulas de democracia” e declarou que “a experiência democrática no Equador nos ensinou que o voto do povo é soberano (…).  Infelizmente isso não foi o que aconteceu na semana passada no Brasil, onde a vontade de 54 milhões de eleitores que escolheram a presidenta Dilma Rousseff foi desrespeitada”.

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