Análise da Semana, Política Externa

Acontecimentos na Semana

Kayque Ferraz Costa

Essa semana foi mais tranquila para a política externa brasileira, apesar das grandes perturbações do cenário político interno depois da quarta-feira. Vamos então apontar os acontecimentos internacionais e depois pontuaremos o que ocorreu na economia que pode causar danos ao país. Ok?

Finalizando sua viagem à África, o ministro Aloysio Nunes passou pela África de Sul e por São Tomé e Príncipe. Primeiro, junto à ministra sul-africana, Maite Mashabane, discutiu sobrea agenda bilateral e global, e apresentou que o governo brasileiro precisa ajudar os empresários a aprofundarem o intercâmbio econômico entre os dois países.

Em São Tomé e Príncipe debateu acordos bilaterais e multilaterais de cooperação técnica, e programas nas áreas de formação e capacitação profissional, transferência de conhecimento, alimentação escolar e combate à tuberculose. Foram tratados também assuntos de defesa, comércio e investimentos. Explanou também sobre a necessidade da inserção de representações africanas no Conselho de Segurança da ONU. Em suas palavras: “Hoje são mais de 50 nações africanas, países independentes, que precisam ter uma voz mais forte no sistema de governança das Nações Unidas”.

Duas notas interessantes foram publicadas pelo MRE. Na nota 152, o governo brasileiro se uniu à declaração do Conselho de Segurança da ONU que condena os lançamentos dos mísseis pela Coreia do Norte em 28 de abril e 13 de maio. E a nota 153, pela qual o MRE se juntou às homenagens no Dia Mundial de Combate à Homofobia e Transfobia (17/05) e apontou alguns avanços sobre a temática LGBT dentro do âmbito da OEA e da ONU.

Na quarta-feira fomos surpreendidos pelas notícias protagonizadas pelo Presidente Temer e pelo Joesley Batista. O país foi à loucura. Dada toda a conturbação na política interna, o valor do dólar subiu rapidamente da quarta para a quinta-feira, saindo de R$3.13 para R$3.38, com um ápice de R$3.40 durante a manhã do dia 18. A Bovespa chegou a cair 10.47% o que obrigou a paralisação de suas atividades por trinta minutos (circuit breaker).

Tentando acalmar os ânimos, o Tesouro Nacional publicou no mesmo dia, uma nota dizendo que estava monitorando os possíveis impactos decorrentes das mudanças políticas e que adotaria medidas para garantir a funcionalidade e a liquidez adequada dos mercados. No dia seguinte (19) o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, publicou alguns apontamentos sobre a situação econômica do país. Para ele, com as incertezas do cenário global surgem implicações nas economias emergentes, e as incertezas políticas internas podem também afetar a economia brasileira. Mas para isso o Brasil conta com “amortecedores robustos” que nos torna menos vulneráveis a choque internos e externos. Goldfajn aproveitou para defender as reformas econômicas. Para ele, os resultados positivos do último ano significam que não devemos mexer na implementação das reformas econômicas por conta das incertezas políticas.

O final da semana não foi nada tranquilo para o Brasil. Só nos surgem questões e mais questões. O que fazer? Vamos acompanhando os acontecimentos e tentando entender como eles repercutem na posição que o país ocupa no sistema internacional.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s