Fronteiras e Imigrações

Argentina – Movimentos Migratórios: História e Atualidade

João Galdino D. Rodrigues

A República Argentina, atualmente, possui em sua costa de quase 5 mil quilômetros, fronteiras físicas com o Chile, a Bolívia, o Paraguai, o Uruguai e o Brasil, cinco países ressaltam que é o segundo maior país em termos territoriais, na América. Além da parte sul do Oceano Atlântico.

Historicamente, os movimentos migratórios para a Argentina seguem uma lógica interessante, desde o século XIX, sendo em maioridade populações europeias as maiores constantes, e posteriormente os países que possui fronteira. Um número que demonstra essa informação é o aumento da população quem em 1854 era de 80 mil pessoas, já em 1869 era de 177 mil pessoas, sendo mais de 40 mil italianos e 20 mil espanhóis. No início da Primeira Guerra Mundial, em 1914, mais de 30% da população argentina era estrangeira, sendo que, na capital, Buenos Aires, se chegava a quase 80% da população, destacando 93 mil russos.

No sentido oposto, nas décadas de 1960 e 1970, e até no início de 1980, houve um número muito grande de saídas de argentinos, principalmente para Venezuela e México, e um número considerado de saídas para o Canadá. A causa parece ser o regime militar somado a um declínio econômico desastroso. Ressalta-se que grande parte dessas pessoas foi expulsa, como corpos docentes de universidades. Nas últimas décadas se alteraram os motivos das emigrações, porém, os destinos continuam sendo Estados Unidos, México e Espanha, dessa vez, a motivação, ainda que econômica, é caracterizada pela crise e desemprego altíssimo.

No ano de 2016, no primeiro quadrimestre, último período que o governo argentino divulgou dados de migração, os registros demonstram que paraguaios (9,9%), brasileiros (8,5%), chilenos (4,8%), uruguaios (4.4%) e bolivianos (3,9%) são os que mais entram e saem do país, seguidos de estado-unidenses (1%), peruanos (0,6%), espanhóis (0,5%), franceses (5%) e alemães (0,5%). Isso ressalta que, os países limítrofes representam maior parte dos movimentos. No total, soma-se pouco menos de 4 milhões e 800 mil pessoas que entraram na Argentina dessas 10 nacionalidades, por outro lado, pouco mais de 4 milhões e 500 mil saíram da Argentina, no mesmo período e nas mesmas nacionalidades. Já somente os argentinos, nesse período, saíram pouco mais de 7 milhões e 700 mil pessoas. Destaca-se que o Aeroporto de Buenos Aires é somente o terceiro ponto de entrada nos migrantes, as pontes que ligam o Brasil e o Paraguai vêm nas primeiras posições.

Desse número total, cerca de 35 mil pessoas dentre mais de 14 nacionalidades pediram para ficar no país, em sua maioria pessoas de 22 a 28 anos e o destino principal é Buenos Aires. Destaca-se os Senegaleses, cerca de 820, nesse período.

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