Fronteiras e Imigrações

México – Movimentos Migratórios: História e Atualidade

Marta Nunes de Farias

A fronteira do México com os Estados Unidos tem 3141km de extensão, e em 2011 mais de 10 milhões de pessoas cruzavam-na legalmente. Para muitos latinos, a fronteira do México com os Estados Unidos representa o último obstáculo na busca pelo “sonho americano”, e uma vida prospera e de sucesso.

A eleição de Trump, com seu forte posicionamento nacionalista, reascendeu a questão da imigração legal e ilegal, principalmente dos mexicanos, inclusive com os norte-americanos propondo a construção de um novo muro (já que desde de 1994, Bill Clinton já havia instalado um muro que cobre cerca de 33% da zona fronteiriça dos países) separando totalmente os Estados.

Embora seja difícil encontrar dados precisos sobre o número de imigrantes que morreram ao longo das cruzadas, já que muitos nem documentos possuem e são enterrados como indigentes, só entre janeiro e fevereiro de 2017, 37 mortes foram registradas na fronteira.

Ao passo que o México luta para manter um bom relacionamento com os Estados Unidos (do qual o México é majoritariamente dependente comercialmente) principalmente em relação a questão das fronteiras, o México luta também para conter a entrada de centro-americanos em seu território.

Com as crescentes crises latino americanas, e a dificuldade de entrada nos EUA, o México tem cada vez mais se tornado uma opção a hondurenhos, guatemaltecos, etc. A esperança de que seja mais fácil ter sua permanência legalizada no México, tem feito com que muitos migrantes se assentassem em solo mexicano permanentemente.

Embora tenha uma parceria com a ONU na promoção de asilo, em 2015 o país expulsou em média 2000 pessoas de seu território, muitas crianças e adolescentes que viajam sozinhos e ao não cruzarem a fronteira com os EUA acabam se alocando em território mexicano.

Em 2016, mais de 8.100 estrangeiros solicitaram asilo no México, três vezes mais do que em 2015, e quinze vezes mais do que há cinco anos atrás, segundo o próprio governo mexicano.

Este paradoxo, entre a busca dos mexicanos pelo solo americano e a busca dos centro-americanos pelo solo mexicano, tem se tornado cada vez mais um debate e preocupação na agenda política mexicana. Achar uma forma de manter o equilíbrio entre o discurso de liberdade de circulação, e respeito ao migrante, que apresenta diante dos EUA , e o discurso ao não receber migrantes em seu próprio território é um desafio nas fronteiras mexicanas.

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