Análise da Semana, Política Externa

Acontecimentos Recentes na Política Externa dos EUA

Leonardo dos Santos Delduque

O presidente Donald Trump realizou nesta última semana sua primeira viagem internacional como chefe de Estado dos Estados Unidos. Entre os destinos do presidente estavam a Arábia Saudita; o Estado de Israel; a Palestina; uma parada na cidade do Vaticano para um encontro com o Papa; a cidade de Bruxelas; e no momento encontra-se na Sicília para as discussões do G7 – grupo dos países mais desenvolvidos do mundo. Tentaremos fazer um balanço analítico dos principais tópicos envolvidos nestas paradas.

Qualquer observador mais atento sabe que o Oriente Médio é uma zona delicada e a alteração em sua na balança de poder pode gerar consequências a todos os atores presentes na área. Motivo pelo qual a mudança de preferências do governo Trump ao tentar isolar o Irã em seus discursos, realinhando-se assim com o governo do Rei Salman e estreitando ainda mais os laços com o Estado de Israel, é de se chamar a atenção, ainda que este movimento venha sob o discurso do combate ao terror.

Pois a volta de Rouhani ao poder no Irã, tendo em mente que ele não desistirá de seu programa nuclear (acordado na administração Obama), pode nos indicar, se todas as condições acima se mantiverem, que os conflitos com o Irã ficarão cada vez mais delineados, tanto entre xiitas (maioria no Irã) e sunitas (maioria na Arábia saudita) quanto entre judeus (maioria em Israel) e xiitas; e especialmente entre Irã e EUA no que toca o programa nuclear do primeiro.

Já em seu encontro com o Papa a agenda de discussões foi de mudança climática ao terrorismo. O pontífice procurou encorajar o presidente norte-americano a manter-se no Tratado de Paris, uma vez que desde a campanha Trump mostra sinais de rechaço tanto pelo Tratado quanto pela mudança climática em si. Além disso, ambos discutiram meios de chegar à paz frente às ameaças terroristas e a guerra na Síria. O Papa vem tornando-se um ator com participação global e sua influência tem atingido os EUA, estando ele certo ou errado, Donald Trump fez questão de ouvi-lo.

Por fim, em sua parada por Bruxelas na Bélgica a comitiva do presidente teve parte nas discussões sobre a OTAN. Como também notado desde a campanha, Trump fez questão de enfatizar a necessidade de os países membros da organização contribuírem mais com o financiamento do sistema de defesa coletivo. Essa posição, chamada de “economicista”, não leva em conta a situação de alguns países a leste do Mediterrâneo, os quais passam por problemas sociais – como a imigração. O que nos cabe agora é observar a dimensão dos constrangimentos que esta posição pode vir a causar.

Para saber mais:

 

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