Análise da Semana, Política Externa

China e a Nova Rota da Seda

Pryscila de Carvalho

Enquanto Donald Trump mostra cada vez mais à audiência internacional suas ideias com tendências isolacionistas como “America First”, a China tem feito projeção de poder mostrando-se aberta a parcerias e acordos comerciais que sugerem ganhos mútuos em um projeto que visa além dos lucros a sustentabilidade.

Em setembro de 2013 Xi Jinping o atual presidente da China propôs o projeto Cinturão e Rota, que inspirado na antiga Rota da Seda pretende fazer uma integração logística com três continentes: Ásia, Europa e África. O projeto obteve o apoio de mais de 100 países e em junho deste ano o governo chinês anunciou ter fechado acordo com 68 Estados até o momento.

A China afirma que a ideia do Cinturão e Rota é melhorar as estruturas para distribuição dentro do setor comercial com iniciativas como o TAC, que é uma forma de transporte transnacional de mercadorias via trem, avião e caminhão que reduz o tempo de trânsito em dois terços; melhorar a infra-estrutura nos países ao longo da Rota, sendo que em julho de 2016 havia empreendido em infra-estrutura com transportes em 26 países, projetos de energia em outros 19 e a criação de zonas de cooperação econômica em 18 regiões.

Foi assinado pela China um memorando junto a ONU Meio Ambiente com objetivo de receber consultoria profissional e sugestões políticas devido à Região Ásia Pacífico que é uma parte chave do projeto e enfrenta desafios globais e ecológicos.

O projeto também pretende ajudar no fortalecimento da indústria para estes países; criou o BAII (Banco Asiático de Investimento e Infra-estrutura) e o Funda da Rota da Seda; mas afirma que somente projetos que não tenham um grande impacto de destruição ambiental serão contemplados com um empréstimo.

Com a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, que era um financiador importante para países em desenvolvimento, alguns países podem começar a buscar um financiamento através do BAII, aproximando-se mais da China dando assim maior força à sua projeção de poder na economia mundial.

Para saber mais:

Referencias Bibliográficas:

  • Revista China Hoje. Ano 2,  nº 12 abril/maio 2017
  • Revista Instituto Confúcio, nº 2.  Volume 13, Março 2016

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s