Análise da Semana, Conflitos, Economia, EUA, Política Externa

A Política Canadá-NAFTA

Júlia Vilela Fernandez

O começo de setembro foi marcado pela segunda rodada de negociações do NAFTA, que não saiu do jeito que muitos esperavam; vários pontos ruins foram encontrados nos principais elementos que levariam a fechar o novo acordo.

Um exemplo do que está impedindo o fechamento é os vistos profissionais que os canadenses estão querendo aderir ao acordo, isso é uma prioridade para o Canadá, ainda mais com a pressão das empresas nacionais, os estadunidenses desconversam quando esse assunto entra no jogo, já que se permitirem o visto livre para profissionais ocorre risco de o assunto entrar na política de imigração do país, que está bem sensível no momento.

Mas o Canadá também devolve o favor, outro exemplo a ser tratado é que os Estados Unidos estão levantando o assunto sobre o sistema de gerenciamento de oferta do Canadá, eles irão apresentar um pedido formal para afrouxar o controle de importação do país vizinho em produtos lácteos e aves.

A defesa do Canadá diz que os EUA têm suas proteções agrícolas com controles rigorosos e inúmeros programas para ajudar os agricultores que estão com dificuldade em suas vendas. Muitos pontos ainda serão discutidos pela mesa de negociação do Nafta até que chegue no final do novo acordo, e o que resta é a esperança de um acordo justo.

Após muitos ataques da Coreia do Norte, o primeiro ministro Justin Trudeau emitiu uma declaração em resposta ao teste de armas nuclear. Na nota diz que o Canadá condena o último teste nuclear de 3 de setembro, completando que esse teste mais recente parece ter sido de uma importância e perigo maior do que os cincos testes anteriores, representando uma ameaça para os países vizinhos e para a comunidade internacional. Afirma o primeiro ministro que o desenvolvimento das armas nucleares e os teste de mísseis balísticos perto dos países vizinhos da Coreia do Norte, serve apenas para isolá-los mais do mundo.

O Canadá tem sido firme em insistir que o país abandonou o curso atual de desenvolvimento e pede que o governo retome o diálogo de forma pacífica e construtiva. No final da declaração, o primeiro ministro deixou claro que continuará trabalhando com parceiros regionais (EUA, Coreia do Sul e Japão) para o bem da comunidade internacional combatendo as ameaças da Coreia do Norte.

Para saber mais sobre as negociações do Nafta:

Para ler a declaração do primeiro ministro sobre a Coreia do Norte:

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