Conflitos, Retrospectiva Histórica, Unificação

Itália – História Através dos Séculos

Isabella Nicotari

Para entendermos a nação italiana, é imprescindível conhecer sua rica História. A Itália foi o berço da civilização etrusca, do catolicismo, e é claro, do Império Romano. Por essa razão, ela possui grande influência sobre a cultura da Europa Ocidental.

Durante o Império Romano, foi dado o nome de Itália à península que percorria desde o Rio Rubicão, que na época desaguava no mar Adriático, até a Calábria. Hoje em dia, a frase “atravessar o Rubicão” significa tomar uma decisão arriscada e sem volta, e isso remete à quando Júlio César atravessou o rio, com suas tropas armadas, para perseguir Pompeu. Isso era estritamente proibido pelo direito romano.

A idade média na Itália é marcada por inúmeras disputas por poder e território. Ela foi dominada pelos hérulos, ostrogodos, bizantinos, lombardos, francos, germânicos, entre outros. Até papas fizeram parte de conflitos. A instabilidade política é recorrente nessa época. Enfim, a península foi dividida em ducados (Savoia, Milão, Modena), repúblicas (Veneza, Gênova, Siena, Florença), reinos (Nápoles e Sicília) e os Estados Pontífices.

Embora a influência e poder da Igreja Católica fossem inquestionáveis, o Renascimento surgiu nessa época. Diversos pensadores de regiões da Península contribuíram com a filosofia antropocentrista, e usamos suas teorias e descobertas no mundo acadêmico até hoje.

A unificação italiana, ou Risorgimento, vem alguns séculos depois. O país foi dominado pelos Habsburgos, da Áustria, e pelos Bourbons, da França. Depois, Napoleão se tornou soberano da então República Italiana, que um ano mais tarde torna-se Reino da Itália, confiado a José Bonaparte. Em 1812, os intrusos são expulsos. Vem à tona um sentimento de união do povo italiano. A proclamação do reino da Itália ocorreu em 1861, tendo Vitor Emanuel – antigo rei da Sardenha – como rei. Porém, a unificação completa e real veio apenas 9 anos depois, quando Roma foi reconquistada.

Na Primeira Guerra Mundial, a nação italiana preferiu não interferir muito. Já na Segunda, participou sob o governo do primeiro-ministro ditador Benito Mussolini. Fundador do Partido Nacional Fascista, ele aplicou um golpe de estado, e proibiu toda e qualquer oposição ao seu governo – e foi apoiado pelo rei. Ele assinou o Pacto de Ferro com a Alemanha de Hitler, criando aliança com esta e com o Império Japonês. O fim da participação do país na Guerra é marcado pela rendição em 1943.

Um ano após o término da Segunda Guerra, a Itália se tornou uma República. O referendo foi realizado no dia 2 de junho de 1946 – feriado do Dia da República, hoje em dia – e o então rei, Humberto II, teve de se exilar na Suíça.

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