Aliança, Análise da Semana, Eleição, Relações Exteriores

O que há nos jornais que podem influenciar a ação externa do Governo Argentino?

João Galdino D. Rodrigues

Faltando pouco mais de 30 dias para as eleições legislativas, os ânimos internos andam borbulhando e trocas de farpas não faltam, além do mais, é difícil encontrar alguma coisa nos periódicos que não se aproxima desse tema, sobressaem os títulos de Kirchner, candidata opositora, e Bullrich, o candidato macrista (Governo) ao senado. A disputa ainda vive altos e baixos, apesar do pouco tempo para as votações, as primárias têm grande responsabilidade nisso, com 4 grandes nomes, além dos já citados ainda há Massa (1Pais) e Randazzo (Frente Justicialista). Esperemos cenas dos próximos capítulos.

Kirchner (esq.) da coligação “Unidad Ciudadana”, e Bullrich (dir.) da coligação “Cambiemos”

Outro tema que surge com certa abundância nos jornais envolve outro país, ou outros dois países, já que sempre é perguntado aos Argentinos a opinião deles sobre a independência Catalunha, sejam Argentinos que vivem na Argentina, sejam aqueles que vivem na Espanha e na Catalunha. Aparentemente, os Argentinos gostam da ideia de uma votação, de uma ação democrática para decidir isso, entretanto, em termos críticos, eles estão bem divididos sobre essa possível independência.

Durante as últimas semanas foi possível perceber que as relações exteriores da Argentina caminham num certo silêncio, mesmo com avanços. Além da aproximação com a Ásia, que cria um novo mercado, um novo plano de relações bilaterais, foi possível perceber que houve uma reaproximação com dois grandes blocos, a União Europeia e a América do Norte, principalmente com os Estados Unidos e a reabertura do mercado de produtos cruciais (para a Argentina).

Como foi ressaltado na última semana, no início desta, houve uma reunião empresarial entre Argentinos e Israelenses, com a presença do Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, contudo, não há muito o que dizer ou destacar, o objetivo era facilitar a construção de negócios entre o setor privado de ambos os países.

Reunião com diversos representantes da “Cancillería” e do Empresariado Israelense

Uma clara maneira de demonstrar a ação da política externa da Argentina são as ações dessa semana, 3 exemplos: Primeiro, Argentina, União Europeia e Mongólia, criaram uma aliança contra a venda de instrumentos de tortura com o aval da ONU. Segundo, a reunião do Comitê Permanente entre Argentina e Estados Unidos sobre Energia Nuclear, onde se debateu o uso pacífico desta. E, por último, para quem pensa que a “Nação” está abandonando suas perspectivas regionais, há duas maneiras de rechaçar, a primeira envolve a liderança argentina na cooperação Mercosul-EU, e segundo as diversas reuniões regionais, seja bilateral ou encontros econômicos que ocorrem quase semanalmente com diversos grupos de países diferentes. Sendo assim, o poder de barganha da Argentina vive uma ascensão após anos de queda e “anonimato”.

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