Coreia do Norte, Fronteiras, Míssil, Regime, Segurança Nacional

Rússia não permite que os EUA façam experimentos com a Coreia do Norte

Kawany França Leite

A Rússia é um país que faz fronteira com a Coreia do Norte e não pode permitir que os EUA conduzam experimentos perto da sua fronteira, advertiu o chefe do Comitê de Assuntos Internacionais do Conselho da Federação, Konstantin Kosachev.

 “A posição dos EUA é mais confortável neste sentido; ficam a uma distância importante e podem permitir-se o luxo de fazer experimentos. Nós, pelo contrário, como país que partilha uma fronteira com a Coreia do Norte, não podemos permitir que os EUA ou outros países que mantêm uma atitude radical façam tais experimentos com a Coreia do Norte”, disse Kosachev.

Ele também observou que a liderança norte-coreana fará qualquer coisa para se proteger das ameaças externas e por isso, o programa nuclear não parará enquanto os Estados Unidos e seus aliados permitirem o cenário de intervenção estrangeira e deslocamento vigoroso ao regime de Pyongyang.

“O desenvolvimento desse cenário pode levar a consequências drásticas, já que as autoridades norte-coreanas usarão todas as possibilidades que têm em sua posse”, alertou o chefe do comitê. O comentário veio logo após o secretário de Estado norte americano, Rex Tillerson, ter dito em uma entrevista televisionada que Washington permitiu uma operação militar contra a Coréia do Norte, caso a “campanha de pressão pacífica” sobre Pyongyang não produzir resultados.

Na semana passada, a Coreia do Norte lançou outro míssil balístico sobre o Japão e, no início deste mês, realizou um teste nuclear, desafiando as novas sanções econômicas impostas pelo Conselho de Segurança da ONU. 

O presidente russo, Vladimir Putin, expressou no início de setembro que não espera que Pyongyang pare seu programa de mísseis sob pressão de sanções e ameaças militares, devido o Iraque e a Líbia o convencerem de que dissuasão nuclear é a única maneira credível de garantir sua segurança. Nas palavras de Putin “isso poderia levar a uma catástrofe global e a uma enorme perda de vidas. Não há outra maneira de resolver a questão nuclear da Coréia do Norte, exceto a do diálogo pacífico”.

Para saber mais:

 

 

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