Assembleia Geral, Coreia do Norte, ONU, Regime, Venezuela

EUA e a 72º Assembleia Geral da ONU

Leonardo dos Santos Delduque

Esta semana os países da Organização das Nações Unidas (ONU) reuniram-se, em Nova Iorque, para a 72ª Assembleia Geral. Os pronunciamentos (iniciados como de costume pelo Brasil) foram um reflexo dos temas que movimentam o cenário internacional. Faremos hoje um breve saldo seletivo sobre o discurso do presidente Donald Trump para ilustrar a percepção de seu governo.

O presidente começou sinalizando um dos pilares do que será o comportamento norte-americano em sua gestão, disse que o sucesso da ONU dependerá “de uma coalizão de nações independentes que ‘abracem’ sua soberania para promover segurança, prosperidade e paz, para elas mesmas e para o mundo”.

Chegando mesmo a afirmar que cada nação deveria sempre por seus interesses, e de sua população, acima dos demais. Movimento que parte da imprensa chegou a caracterizar como um retorno ao Realpolitik, grosso modo, uma política despida de cálculos valorativos e mais prática. No entanto, vale dizer que no discurso também pregou a ação coletiva para proteger valores fundamentais da sociedade internacional, além de respeito a fronteiras e a cultura das nações.

No que toca a relação com outros países destacaremos do discurso três posições: sobre a Coreia do Norte, o Irã e a Venezuela. Sobre o regime de Kim Jong Un, Trump afirmou que está pronto para “destruí-los totalmente”, mas espera que isso não aconteça e, ainda mais, crê que as Nações Unidas poderão desempenhar um papel importante ao fazer com que, através o diálogo, os países cheguem a um consenso para isolar o regime norte-coreano, levando-o ao colapso.

Iniciou a abordagem sobre o Irã mencionando que ao invés do governo iraniano usar seus rendimentos com petróleo para elevar o padrão de vida de sua sociedade, eles o fazem para financiar grupos terroristas. Acrescentou que dizendo que todos os Estados tem que tomar as rédeas da batalha contra os grupos terroristas e não dar-lhes acolhida. E completou dizendo que os EUA não podem dar suporte a um acordo nuclear (firmado na administração Obama) que mascara a eventual construção de uma arma atômica.

Por fim, a respeito da Venezuela objetou que a “ditadura socialista” de Maduro infringiu sofrimento e dor em seu povo ao impor uma ideologia falida. Como vizinhos na região os norte-americanos não poderiam ficar de braços cruzados, motivo pelo qual indicou que tomara medidas enérgicas para que o povo ganhe sua liberdade. Incitando, inclusive, outros líderes latino-americanos a fazerem o mesmo.

Para saber mais:

Assista ao discurso em sua íntegra:

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