Assembleia Geral, Conflitos, Cooperação, Coreia do Norte, EUA, ONU, Paz

China na 72º Assembleia Geral da ONU

Pryscila de Carvalho

No período de 19 a 25 de setembro deste ano ocorreu na cidade  de Nova York a 72º Assembleia Geral da ONU.

Na quinta feira dia 21, pela voz do Ministro de Relações exteriores chinês Wang YI, o discurso da China foi pautado no desenvolvimento e paz dentro do sistema internacional.

Wang iniciou o discurso dizendo que a ONU deveria liderar os assuntos referentes a paz e que os cinco membros permanentes devem atuar como exemplo, evitando conflitos e fazendo valer a cooperação e respeito mútuo, forjando alianças para assim conseguir soluções pacíficas para conflitos.

Ainda dentro do assunto paz foram apontados os conflitos na Palestina onde toda violência contra civis deveria cessar imediatamente e a comunidade internacional  devia pensar de uma forma inovadora de modo a gerar uma solução e estabelecer bases para a paz. Sobre o conflito na Síria foi apontado a necessidade de um maior estímulo de negociações entre o governo sírio e sua oposição através dos canais de Genebra e em paralelo às negociações, deveriam receber ajuda humanitária  para reconstrução após a guerra, para que seja  dado ao povo  maior credibilidade nas negociações de paz.

Na crise entre Coreia do Norte e EUA enfatizou-se uma solução diplomática a ser tomada por ambas as partes. Foi reiterada a importância do desarmamento nuclear dos Estados de modo irreversível, porque no dia em isso tiver êxito, estará criado um mecanismo de paz. Pediu à Coreia do Norte que não prosseguisse no que chamou de caminho perigoso; e pediu a todas as partes que desempenhem um papel construtivo para diminuição das tensões. O discurso chinês diz ainda que mesmo com as dificuldades que possam ser encontradas a China não se afastará do seu compromisso com a desnuclearização.

No quesito segurança a China abordou o assunto terrorismo mostrando ter a necessidade de um enfoque global e que o terrorismo não deve ser vinculado a uma religião ou etnia.

O discurso bateu forte na tecla do desenvolvimento, dizendo que a Agenda 2030 deveria ser prioridade das Nações Unidas em questão de desenvolvimento; apontou a necessidade de maior observação ao Acordo de Paris tendo em vista que as mudanças climáticas afetam o desenvolvimento da humanidade e disse que a questão dos refugiados tem origem no desequilíbrio de desenvolvimento entre os Estados.

Wang terminou sua fala apontando o progresso chinês nos últimos cinco anos, dizendo que o progresso do país servirá ao fortalecimento de outras nações e que não está nos genes chineses a agressão, e que por isso a China não tentará perseguir a expansão de outros países, por ser a favor do multilateralismo e da paz.

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