Cota, Eleição, Imigração, ONGs, Parlamento

Dificuldades de integração dos estrangeiros na Alemanha e discrepâncias no Bundestag

Eloisa Salles Gomes

Segundo a agência nacional de estatísticas (Destatis), com a chegada de mais de 1,5 milhão de pessoas, a Alemanha possuía mais de 10 milhões de estrangeiros em 2015. Com esta marca histórica, este número equivale a quase a população da Suécia. As nacionalidades mais comuns são turca, em seguida polonesa, síria e italiana. O número de nascimentos nessa população também teve alta, registrou-se 98.700 bebês a mais do que óbitos.

O país conta com ONGS e outras iniciativas para lidar com os refugiados. A instituição católica “Malteser International”, responsável pelo apoio aos imigrantes, pediu mais racionalidade no debate ao mandar o relatório intitulado como “Fatos e não emoções” ao Parlamento logo após as eleições, propositalmente. Há também o “Culture Coaches”, projeto fundado pela top model Zohre Esmaeli (afegã que fugiu do regime talibã para a Alemanha em 1998, com 13 anos), que tenta integrar mulheres estrangeiras através da arte vem ganhando espaço.

As promessas dos partidos eleitos sobre essa questão são variáveis. O partido da maioria no Bundestag,  CDU/CSU, pretende manter o número baixo de refugiados no país, mas sem um limite concreto declarado. Entretanto, prometem uma lei que permita a entrada de trabalhadores qualificados e deportar aqueles que tiveram o pedido de asilo rejeitado.

Parlamento Alemão (Deutsche Bundestag), Berlim, Alemanha

A segunda força parlamentar, o SPD, quer se inspirar nas políticas de imigração do Canadá, na qual o Parlamento decide o número de imigrantes e quanto mais qualificações e/ou idade esses tiverem, mais chances têm de ficar no país.

Sendo de extrema-direita, a polêmica AfD e terceira maioria no Parlamento não poderia querer uma política diferente. Ela defende uma cota anual mínima de deportações para evitar refugiados e ainda o fechamento das fronteiras e construção de cercas.  Beatrix von Storch, advogada de 46 anos e uma das poucas mulheres como membro do partido, já causou grande polêmica ao sugerir que atirasse em refugiados tentando cruzar a fronteira, mesmo esses sendo mulheres ou crianças.

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