Discriminação, Fronteiras, Imigração

Venezuelana diz que foi xingada antes de ser agredida em RR: ‘jogaram pedras e disseram para ir embora do Brasil’

Julia Viana

A imigrante venezuelana Rosalva Gusman, de 22 anos relata que estava acompanhada do irmão e dos maridos que são ambulantes e estavam vendendo produtos de porta em porta quando foram abordados pelos três agressores. Primeiro, eles xingaram as vítimas e depois jogaram pedras neles. Até o momento, nenhum dos suspeitos foi preso.

“Primeiro, um deles gritou para que gente fosse embora do Brasil. Nos xingou e pedi para ele se acalmar. Depois, outros dois homens saíram de uma casa e os três começaram a nos jogar pedras”, relata.

Ela, o irmão e o marido não foram atingidos pelas pedras, mas em seguida, a venezuelana levou um soco no ombro e depois um chute nas pernas. No boletim de ocorrência, a PM relatou que ela havia sido golpeada na barriga.

Nenhuma das testemunhas quis ajudar os venezuelanos, eles foram encontrar ajudar apenas duas quadras após o local que estavam. Quando chegaram no hospital depois de pedirem ajuda, a médica se recusou a atender a venezuelana. “A médica não conseguiu entender o que ela dizia, e afirmou que tinha dinheiro na bolsa, que não precisava e nem tinha tempo para atender ‘venecas'”, conta o marido da imigrante.

E o número de imigrantes continua crescendo no país, cerca de vinte e cinco indígenas da etnia Warao, naturais da Venezuela, chegaram na madrugada desta quinta-feira (28) em Santarém, oeste do Pará. Eles estão acampados nas praças em frente à Catedral de Nossa Senhora da Conceição. No total, 15 crianças fazem parte do grupo, sendo uma de colo. Por conta desse aumento, representantes do Ministério Público Federal e das secretarias de saúde, de educação, de assistência social, de justiça e direitos humanos do Pará se reuniram para discutir a questão de indígenas refugiados da Venezuela que estão migrando para Belém. Consulado da Venezuela pediu ajuda ao Estado para dar abrigo e assistência para índios da etnia Warao que estão migrando e seguem o mesmo fluxo migratório, que passa por Manaus, Roraima até chegar a Belém.

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