Conflitos, Cooperação, Imigração

Na China, Yiwu abre as portas para imigrantes do Oriente Médio

Pryscila de Carvalho

Na contramão de muitos Estados e cidades que têm rejeitado imigrantes, principalmente de origem muçulmana, a província de Yiwu também conhecida como Cidade do Natal, localizada no leste da China, parece ter surgido como um presente na vida de algumas pessoas.

A cidade ficou conhecida como “Cidade do Natal” por ser responsável pela produção de 70% dos enfeites de Natal que são vendidos pelo mundo. A cidade também conta com uma alta produção e venda de produtos eletrônicos, enfeites em geral, brinquedos, entre outros. Seu grande fluxo de negócio atrai comerciantes de países do oriente médio que estão sofrendo por conta de guerras e instabilidade econômica, como:  Iêmen, Síria, Iraque e Líbia.

Para melhor adaptação dos imigrantes a cidade conta com comércios que fornecem carne halal; muitos restaurantes com comidas típicas do oriente médio; suas placas de sinalização são escritas em chinês, inglês e árabe; recentemente foi criado um jornal com publicações em inglês e uma escola internacional; a cidade possui ainda grandes mesquitas e cogita-se a possibilidade do ensino do idioma árabe nas escolas do local devido a alta incidência de comerciantes provenientes do Oriente Médio e Norte da África.

Xiong Tao, vice presidente de Yiwu disse em entrevista ao The Guardian em março deste ano que: ” O governo está comprometido em fornecer um melhor desenvolvimento para que a comunidade estrangeira possa viver, trabalhar e fazer negócios”.  Disse ainda que os chineses têm tentado diminuir a burocracia para a concessão de vistos.

Para adquirir um visto permanente é necessário residir na China por um período de quatro anos ininterruptos, e ter um salário anual de ¥600.000,00; equivalente a aproximadamente R$ 283.824,05*.

Quando o assunto tratado são refugiados, imigrantes que por muitas vezes não tem como se sustentar, o discurso chinês já não é tão acolhedor. Em um discurso feito no Líbano, o Ministro de Relações Exteriores da China Wang Yi disse que refugiados não são imigrantes, são pessoas que perderam seus lares, e que conflitos precisam ser resolvidos para que estas pessoas possam refazer suas vidas em seus países; que a China presta uma grande colaboração para ajudar a resolver estes conflitos, porém não tem possibilidade de acolher as pessoas em seu território.

Segundo a UNHCR a China teve uma participação de $ 12,5 milhões para a agência de refugiados neste ano.

O Estado Chinês recebe de braços abertos pessoas que tenham condições de pagar por seus vistos de estudos e na onde desenvolvimentista da China, principalmente  os visto para negócios.

* Conversão feita pelo site http://pt.exchange-rates.org/Rate/CNY/BRL no dia 03/10/2017.

Para saber mais:

http://www.businessinsider.com/china-middle-eastern-refugees-intake-syria-2017-6

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