Discriminação, Imigração, Religião, Segurança Nacional, Violência

Índia reforça fronteira com Mianmar para impedir a entrada de refugiados Rohingya

Larissa Rodrigues de França

A Índia reforçou sua fronteira com Mianmar para evitar a entrada da minoria muçulmana Rohingya.

Por conta da violência, o êxodo chega quase a 400.000 refugiados que atravessam para Bangladesh. Desde 25 de agosto quando os militares rebeldes Rohingya atacaram as forças de segurança birmanesa, causando uma brutal controvérsia dos militares dos militares contra aldeias dessa minoria islâmica.

Os Rohingyas são muçulmanos sunitas que falam um dialeto de origem bengali falado no sudeste de Bangladesh, de onde são. Muitos dessa minoria vivem no estado de Rakhine, noroeste de Mianmar, porém são considerados apátridas, pois não são reconhecidos como cidadãos. Vivem sob políticas de discriminação racial ficando expostos a trabalhos forçados, extorsão, restrições à liberdade de circulação, confisco de terras, etc. Segundo a AFP (Agence France Presse), a lei birmanesa sobre nacionalidade prevê que somente os grupos étnicos que demonstram sua presença no território antes de 1823, obtém nacionalidade birmanesa. Os representantes Rohingyas afirmam que já habitavam o território há muito mais tempo.

Desde 2011 as tensões vêm aumentando, já que 90% da população de Mianmar é budista, movimentos de monges nacionalistas dizem que essa minoria não é boa para o país. São considerados imigrantes no próprio país e por conta da violência que sofrem muitos fugiram para a Malásia, Indonésia e Índia, mas a maioria pra Bangladesh.

Em vista desses acontecimentos, em 14 de setembro, altos funcionários indianos tiveram uma reunião em Aizawl. Participaram os responsáveis dos Rifles de Assam, das Forças de Segurança de Fronteiras, das Forças de Polícia Central de Reserva e da Polícia Regional e de várias agências internacionais de inteligência.

A suprema corte indiana também examina um pedido de impugnação judicial da decisão do governo de deportar milhares de Rohingyas que estão vivendo no país. O recurso foi apresentado em nome de dois Rohingyas que estão vivendo em um acampamento em Nova Delhi desde que fugiram há muito tempo.

Alguns analistas acreditam que o número de refugiados pode chegar a 40 mil. No mês passado, Nova Delhi informou que planejava expulsar os Rohingyas, inclusive os registrados pela ONU, de seu território. Isso gerou muitas críticas dos defensores dos Direitos Humanos.

Autoridades afirmam que os refugiados representam uma ameaça à segurança nacional, mesmo com o Rohingyas negando vínculo com organizações extremistas internacionais. Os advogados dos refugiados dizem que a deportação é contrária à constituição da Índia.

Para saber mais

Sobre Reforço da fronteira indiana:

Minoria Rohingya:

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