Crescimento, Defesa Nacional, Exportação, Política Externa

Bolívia e o nacionalismo e a integração comercial

Luísa da Silva Gomes

Claramente, a Bolívia é um Estado nacionalista, e mais do que isso, com um governo fortemente nacionalista, desde o início da Era Evo Morales, o presidente não mediu esforços para expressar o seu posicionamento de defesa nacional e dos povos plurinacional da Bolívia, assim como a luta por seus direitos, principalmente os dos povos indígenas. Este nacionalismo também esteve sempre presente na política externa, onde o presidente faz constantes acusações aos países colonialistas (como ele mesmo denomina) por tentar reprimir países que eram colônias, como a Bolívia.

O nacionalismo boliviano também não se deixa enfraquecer em âmbito mais regional como pudemos acompanhar nos embates que o país teve com o Chile em junho deste ano e com a Argentina em maio, também deste ano. O governo boliviano não teme posicionar-se de forma firme mesmo que tenha que enfrentar posições contrárias, ou ainda, que para isso seja necessário enfrentar países mais influentes ou considerados mais fortes na política externa. Tais atitudes provam que talvez o maior medo do país seja ser persuadível, o que faz do país defensor de convicções inexoráveis e que ao mesmo tempo podem vir a prejudicar as negociações no comércio exterior do país.

Conquanto, segundo a BBC, a Bolívia é o país que mais cresce na América do Sul, com um crescimento médio de 5%, tal crescimento é atribuído ao projeto de gás natural desenvolvido pela Bolívia que exporta significativamente para o Brasil e para a Argentina. Em 2016 o país cresceu 4,3%, seguido pelo Paraguai com 4,1%, enquanto Equador, Argentina, Brasil e Venezuela tiveram decrescimento econômico.

A Bolívia assim como grande parte dos países da América Latina importa mais do que exporta, o que consequentemente torna sua balança comercial com um saldo negativo nas transações correntes. Em 2017, o Brasil foi o país para qual a Bolívia mais exportou, cerca de 18%, seguido pela Argentina com 16% e EUA com 8%. Por outro lado, o país do qual a Bolívia mais importou, não surpreendentemente é a China, com 22%, seguido por Brasil e Argentina com 17% e 12% consecutivamente.

Para saber mais sobre Bolívia x Chile:

Para saber mais sobre Bolívia x Argentina:

Comércio Exterior da Bolívia, ago 2017

Crescimento econômico Boliviano:

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