America First, Brexit, Conservador, Integração, Nacionalismo, Protecionismo

Nacionalismo Europeu em meio ao cosmopolitismo de Macron

Larissa Zanfolin do Nascimento

A onda nacionalista que vem se estabelecendo em países da Europa como a saída britânica da União Europeia e com o discurso isolacionista de “América em primeiro” nos Estados Unidos, teve um freio nas eleições francesas realizadas em maio de 2017 com a derrota de Marine Le Pen. A candidata do partido Frente Nacional tinha como propostas de governo uma possível saída da França do euro e da União Europeia assim como a redução de imigração.

A vitória de Emmanuel Macron representou uma predisposição ao cosmopolitismo, porém as intenções de integração de Macron se voltam de forma quase exclusivamente para a União Europeia, sua solidificação e estabilidade.

A busca do presidente francês pelo fortalecimento do eixo franco-alemão segundo ele traria benefícios a integração europeia uma vez que assumissem a liderança para a recuperação econômica com o fortalecimento da zona do euro, que seria de grande importância para a França. Esse eixo que é visto com cautela pelos conservadores alemães pelas consequências que poderiam trazer ao país, como enfraquecimento da soberania nacional e os superávits alcançados pela Alemanha se fosse adotada uma integração fiscal.

As propostas que se mostraram contrárias as de Le Pen devem trazer resultados favoráveis, para administrar os pontos negativos que a globalização trouxe à França e o liberalismo econômico que assusta alguns. Sua posição perante acordos comerciais tende a ser mais positiva e aberta, o que poderia significar uma viabilização do acordo de livre comércio entre Mercosul e UE, porém quando se trata de reservas agrícolas francesas o presidente Macron tem uma tendência ao protecionismo à abertura desse tipo de mercado e comércio pois os franceses são os maiores produtores agrícolas da Europa.

Contudo, praticam adotadas por Macron podem sofrer forte repressão antes de se tornarem efetivas, uma vez que mesmo possuindo maioria de cadeiras com o seu partido En Marche na Assembleia Nacional, no Senado a maioria é composta por grupos conservadores que podem barrar qualquer iniciativa que enfraqueça o movimento nacionalista que é apoiado por estes com intenção de proteger a produção e o emprego nacional enquanto erguem barreiras.

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