Estereótipo, Globalização, Identidade, Machismo, Nacionalismo, Representação Cultural

Estereótipo: O que representa a identidade argentina?

João Galdino D. Rodrigues

Vivemos um período de nacionalismos exacerbados, vivemos um período de expectativa pela “reglobalização”, pela globalização 2.0, vivemos um período de egoísmo e julgamentos alheios, vivemos tempos difíceis. Não cabem mais adjetivos para o mundo e para as pessoas que nele vivem nos tempos atuais. Por que a globalização ou a nova ordem Pós-Guerra Fria não corrigiram esses distúrbios mundiais? Por que as pessoas se afastam cada vez mais e se colocam em suas bolhas sociais? Ou pior, por que as pessoas julgam o diferente com base numa imagem criada e preconcebida do outro?

Nessa semana, o debate segue sendo a identidade, tentaremos explorar ainda mais a representação de um país. Como identificamos os traços culturais de um país? Como um país projeta sua identidade? O que expõe a representação cultural estereotipada que representa ou expressa um país daquela forma e em que medida isso ajuda a entender a identidade que aquele país quer passar ao mundo?

Essas perguntas não são fáceis de serem respondidas, a Argentina não é um país tão homogêneo ou com características tão singulares. Bom, pelo menos é isso que pensamos a priori. Com um pouco de pesquisa chegamos aos seguintes adjetivos: prepotentes, arrogantes, criadores de caso, e dançarinos de tango. Vindo de brasileiros, “Hermanos” é na maioria das vezes pejorativo, e as piadas de argentinos, não são premiando-os ou condecorando-os. Para os próprios argentinos, há um estereótipo: Machão, e sabemos, como foi dito em outros textos, que o machismo é um problema interno grave.

A partir disso, nós respondemos às questões anteriores (ou pelo menos parte delas). Os países, de propósito, constroem um estereótipo, pois, a partir dele, é possível criar um mercado turístico, ou ainda mais, fazer propaganda desta ou daquela característica ao mundo. Algumas dessas construções acabam sendo tão interiorizadas que se tornam cultura (quando não se tornam um problema), o interesse nacional começa a gravitar em torno desta. Mas, além desse propósito, alguns julgamentos surgem de outras culturas, ocorre de certa forma, um embate de culturas, que nos tempos atuais está violento e medonho.

A maioria das questões só pode ser respondida separadamente por quem está lendo, cada pessoa constrói a imagem do outro na sua mente, mesmo assim, ainda estamos no aguardo de que algumas classificações possam ser aniquiladas com a globalização, e que, sendo assim, haja respeito entre seres humanos.

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