Estado Islâmico, Jihadistas, Lei, Política Externa, Prevenção e Repressão, Prioridade, Terrorismo, Violência

França como alvo do terrorismo e as remediações

Larissa Zanfolin do Nascimento

Desde o ano de 2015 pode-se perceber um aumento considerável de ataques terroristas ocorridos na França, grande parte reivindicados pelo grupo terrorista ISIS e grupos islâmicos radicais. Neste período foram contabilizadas cerca de 230 pessoas mortas e 700 feridas em vários ataques por todo o país.

Compreender os motivos pelos quais a França se tornou um dos maiores alvos de terrorismo nos últimos anos implica em observar o cenário internacional como um todo. A atuação das forças francesas dentro de países com atuação terrorista provoca a busca por uma resposta imediata desses atuantes, que recorrem majoritariamente a própria população francesa que se identifica com as convicções desses grupos e O não se sentem socialmente encaixados na cultura do país.

Segundo o governo, cerca de 1,8 mil franceses estariam implicados em movimentos jihadistas na Síria e no Iraque. E a maior justificativa para alianças da população com esses grupos se dá na dificuldade de integração além de serem desfavorecidas socialmente.

Em agosto deste ano, o líder francês em um discurso declarou que a luta contra o terrorismo é a maior prioridade da política externa francesa, com os “três eixos fortes” nesta luta sendo a segurança, a independência e a influência da França. Desde então Macron busca políticas que tragam maior segurança ao país. No mês seguinte, na universidade de Sorbonne em Paris, Macron apresentou a proposta da criação de uma “força comum de intervenção” europeia que estaria em atuação até o ano de 2020.

Essa união consistiria em um exército comum que partilham de um mesmo orçamento e uma mesma doutrina. A proposta faz parte do que ele declarou como os “seis temas-chave da soberania”. Um Ministério Público Europeu também foi introduzido a ideia como busca de prevenção até a repressão. Desde o início de seu mandato, Emmanuel Macron se posicionou em prol da fortificação da União Europeia frente ao cenário internacional junto com uma melhora da imagem do país francês.

Em setembro deste ano a legislação francesa passou a permitir que policiais interditaram ruas e fizessem blitz sem a autorização de juízes como forma a diminuir atentados nas ruas da França, o governo ganhou poderes para fechar lugares onde exista a pregação ao ódio. Os policiais têm mais ferramentas para fazer buscas em residências sob condições do aval da justiça, porém muito foi dito sobre as consequências que traria a liberdade civil. Cerca de 80% da população entrevistada é a favor da nova lei o que demonstra o quanto a França se sente vulnerável à violência terrorista.

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