Direitos Humanos, Economia, Neoliberalismo, OMC, Política Externa, Trump

A política interna pode afetar a política externa?

João Galdino D. Rodrigues

Para responder a pergunta, é necessário analisar a atual situação da política argentina no que tange à situação dentro do território, e como essa possível crise está afetando o olhar dos outros para com a Argentina. Nessa semana, a ex-presidente Cristina Kirchner teve um pedido de prisão solicitado por parte de um juiz federal (Bonadio, considerado o Sérgio Moro argentino), pois, segundo ele, Kirchner sendo senadora teria imunidade inadequada, já que, em 1994, teria acobertado iranianos acusados de um atentado num centro judaico. Neste domingo, Cristina assumiu uma cadeira no Senado Federal, isso quer dizer que, o pedido veio antes de ter essa imunidade.

Um exemplo de como isso acarreta as relações, é demonstrado pelas palavras de Cristina e por ações de outras pessoas, por exemplo, neste mesmo domingo (10/12), Dilma Rousseff fez uma visita à Cristina, em Buenos Aires, em solidariedade a mesma, pois, na palavra de ambas, o objetivo do afastamento de Dilma e do pedido de prisão de Kirchner é o mesmo: acobertar o desastre no neoliberalismo na América; isso é, um ataque (in)direto ao governo Macri, que neste dia 10, completa 2 anos de cargo executivo máximo, e até mesmo a Temer, que está na Argentina na reunião Ministerial da OMC, expondo sua visão anti-protecionista, e pró-integração, com uma possível aproximação (novamente), com a União Europeia, e o velho acordo, que já está “maior de idade”.

Cristina Kirchner e Dilma Rousseff, neste domingo (10), em Buenos Aires

Nas palavras de Kirchner, Macri está perseguindo sua oposição (Intimidar, Assustar, Tampar e Provocar), pois, não consegue criar outros motivos para estancar suas falhas como no Caso Maldonado, na possível ascensão de um grupo armado Mapuche, o RAM, e até mesmo no ainda desaparecido submarino San Juan, que ocorreu por falha de um dos seus braços de confiança, as forças armadas. Como se sabe, o espectro político voltado à direita ganha força na América, sendo assim, ocorre uma união e solidariedade por parte da esquerda nesses casos, isso é, Dilma, Lula, Rafael Correa, e Kirchner, além de outros partidos espalhados, irão apoiados à Corte Internacional de Direitos Humanos da ONU, brigar por essas causas.

Ao analisar esse contexto, analisemos, também, o que tem feito externamente Faurie e Macri. Em primeiro lugar, certa neutralidade (ou pouca incisão) à posição de Trump com relação à Jerusalém, isso é, apoio ao Estatuto da Cidade de Jerusalém (que prevê paz, e abertura às três religiões aos lugares santos). Em seguida, alguns pontos importantes: Apoio às eleições de Honduras, abertura da Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio junto de outros países, e a “Declaração de Buenos Aires”, onde Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Guiana, México, Paraguai, Peru, Suriname e Uruguai, firmaram um acordo de crescimento econômico para ultrapassar obstáculos do século XXI.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s